segunda-feira, setembro 2

Conflito luso-espanhol. Cavaco não foi às Selvagens agarrar uma cagarra


A visita do Presidente da República às ilhas Selvagens no auge da crise política foi olhada com estupefacção. Enquanto o país desconhecia se o governo estava ou não politicamente legitimado, Cavaco Silva afagava passarinhos. Ontem, o "Diário de Notícias" veio trazer luz a esta, na altura incompreendida, visita de Cavaco Silva à Selvagem Grande e Selvagem Pequena.
A Espanha decidiu regressar a uma velha guerra relativamente ao poder sobre o mar das Selvagens e, no dia 5 de Julho, conforme noticiou ontem o "DN", afirmou nas Nações Unidas não aceitar que as Ilhas Selvagens façam parte da zona económica exclusiva portuguesa, rejeitando o governo espanhol que as Selvagens sejam consideradas ilhas, mas sim rochedos.
No documento da missão permanente da Espanha nas Nações Unidas - produzido duas semanas antes da deslocação do Presidente da República às ilhas Selvagens - a diplomacia espanhola manifesta-se contra a proposta de Portugal alargar a sua plataforma continental. Se esta proposta portuguesa vier a ser reconhecida pelas Nações Unidas (com base na jurisdição sobre o território das Selvagens) a Zona Económica Exclusiva portuguesa passará de 200 milhas para 350 milhas.

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