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domingo, abril 26

Vieira da Silva: “Os custos de qualquer rutura com a UE são inaceitáveis”

Vieira da Silva foi ministro da Segurança Social, também da Economia. Está agora no grupo de economistas a quem António Costa entregou a missão de preparar um plano económico para a próxima legislatura. O documento foi entregue na terça-feira e logo gerou forte discussão política. A entrevista ao Observador começou por aí: Sentiu que o documento foi bem recebido?
“Tenho que confessar que me surpreendeu positivamente a reação pública, mesmo dentro do próprio PS. No PS foi sentido como um elemento mobilizador – das pessoas, do debate político interno, da capacidade de avançar para uma proposta política alternativa”. Dos comentadores também, acrescenta: “Do ponto de vista do debate político, há um período antes do programa eleitoral e um processo depois dele”.

domingo, outubro 12

Ferro trava entusiasmo com ideia de maioria absoluta PS

Jaime Gama já o tinha dito, num debate em setembro com Marcelo Rebelo de Sousa promovido pelo CDS-PP: "Para um partido atingir uma maioria, isso é muito difícil. O PS teve essa possibilidade em circunstâncias únicas [em 2005, depois do Governo de Santana Lopes ter sido afastado pelo presidente Jorge Sampaio], não me parece que tenha capacidade para o repetir."

Agora é Ferro Rodrigues, eleito há dias líder parlamentar do PS, a convite de António Costa, que retoma a ideia: "O PS deve lutar por uma maioria absoluta, mas é preciso ter consciência de que o sistema partidário vai estar bastante mais pulverizado." Ou seja, "se já era difícil ter uma maioria absoluta, sobretudo para um partido de esquerda - isso [com o PS] só aconteceu uma vez -, será ainda mais difícil em próximas eleições".

quinta-feira, outubro 2

António Costa faz acordo com Álvaro Beleza - um terço do partido para seguristas

Álvaro Beleza chegou a acordo com António Costa. Depois de várias notícias dando conta de que estaria a ponderar apresentar-se como candidato a secretário-geral nas próximas diretas, o secretário nacional de António José Seguro anunciou ao Expresso ter chegado a um entendimento com o novo líder socialista.  
Num gesto que pretende significar integração, Costa cedeu ao "segurismo" um terço dos lugares nos orgãos partidários. A começar na direção da bancada parlamentar - ainda que a escolha dos nomes pertença inteiramente ao novo líder, Ferro Rodrigues.


quinta-feira, julho 10

Costa e Seguro vão ter três duelos nas televisões

Vai haver, pelo menos, três debates na televisão entre António José Seguro e António Costa. O regulamento das eleições primárias no PS para a escolha do candidato a primeiro-ministro, que se realizam dia 28 de setembro, foi aprovado na terça-feira e o artigo 11 diz expressamente que estão previstos três frente a frente.
“Sem prejuízo de quaisquer iniciativas de debate que venham a ser livremente acordadas pelas candidaturas, a Comissão Eleitoral assegura junto dos meios de comunicação nacional a realização de, pelo menos, três debates públicos televisivos entre os candidatos, durante o período destinado à campanha eleitoral”, lê-se no regulamento enviado aos membros da comissão política pelo coordenador da comissão eleitoral, Jorge Coelho.
A questão dos debates tem sido um dos pontos de frição entre as duas candidaturas. António José Seguro já havia desafiado Costa para debates. Este tinha recusado numa primeira fase, pedido o fim de ataques pessoais por parte de apoiantes de Seguro e dizendo estar disposto a debater, mas apenas durante o período de campanha oficial. A discussão nos últimos dias manteve-se entre as acusações da primeira parte de que Costa estaria “a fugir ao debate e ao esclarecimento” e a resposta da outra parte de que ainda é cedo para esse confronto.

terça-feira, junho 3

PS. Quando Seguro achava que as directas “iam matar o partido”

Há três anos António José Seguro não tinha dúvidas sobre os efeitos de introduzir primárias para escolher o representante máximo do partido: "Mata o debate político interno do PS." Foi o que o líder socialista, que este sábado avançou com esta mesma ideia, disse num debate em 2011 com Francisco Assis, que tinha as primárias para a escolha do secretário-geral do PS como uma das suas principais bandeiras na candidatura à liderança contra Seguro.
Na altura, Assis previa que o seu adversário mudasse de opinião um dia, mas encontrava resistência do outro lado. António José Seguro apoiou-se no exemplo norte-americano e nos estados "onde votam todos os eleitores, mesmo aqueles que votaram no Partido Republicano, para atirar o seu principal receio:
- Nós, em Portugal, com a tua proposta, iríamos permitir que os eleitores do PSD, do PCP e do Bloco de Esquerda também escolhessem?
- Eu esclareço, eu esclareço e até com a expectativa de que mudes de opinião e possas aderir à minha proposta, que é de facto uma boa proposta... - respondeu Assis.
- Não, não, é muito difícil, é muito difícil - interrompeu Seguro.
- A preocupação de abertura à sociedade leva-te fatalmente a aderires à minha proposta - insistiu Assis
- Vamos lá ver, vamos lá ver. Explica lá então.

domingo, junho 1

Seguro e Costa saem com declaração de guerra

Daqui a quinze dias, nova reunião da Comissão Nacional do PS para debater apenas o congresso extraordinário com que António Costa insiste para resolver a crise interna. No final do encontro deste sábado Costa e Seguro saíram com duas evidentes declarações de guerra.

"Estou disponível para as primárias todas. Não são as primárias que me metem medo". António Costa saiu insatisfeito com a proposta de Seguro que classifica de "questão processual", quando o "que interessa aos portugueses é que se encontre no PS a força mobilizadora que desejam", afirmou.


António José Seguro propôs eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro como forma de resolver a crise aberta no PS depois de Costa ter desafiado a sua liderança. Terminada a reunião do Vimeiro, Seguro também trazia um aviso em carteira: "Não tenho vocação para atirar a toalha ao chão." "Assisti aos momentos desta semana com muita tristeza, os portugueses em casa perguntam-se: 'é isto que é a política? Estes jogos de poder? então não há um que ganhou as eleições e agora vem o outro e diz sai daí que é para eu entrar? Não tem sentido nenhum'". É este o retrato que O secretário-geral faz da situação, acusando Costa de "enorme irresponsabilidade, enfraquecendo o PS".

quarta-feira, maio 28

Manuel Alegre: “Seguro não tem de ter medo do congresso”

Manuel Alegre discorda da recusa da direcção do PS em agendar desde já um congresso extraordinário e considera que, perante o desafio de António Costa, o secretário-geral socialista devia enfrentar a disputa interna pela liderança. Ao i, o histórico do PS refere que Seguro "não tem de ter medo" de ouvir o partido.
Alegre não abre o jogo sobre se apoia Costa. Mas também não se coloca abertamente do lado do actual líder. "Sou amigo dos dois, tenho apoiado Seguro mas ambos têm qualidades", defende o histórico socialista que vê, no entanto, "com bons olhos" a "clarificação de posições" dentro do partido. O congresso deve acontecer e isso deve ser encarada com "normalidade".
"Este momento é positivo para o partido, clarifica posições e seria do interesse do PS promover a realização do congresso, porque é preciso fazer-se uma reflexão" sobre os resultados das europeias, considera Alegre, que atira: "Seguro não tem de ter medo do congresso, e penso que até pode ser-lhe favorável, quer dentro do partido, quer no país". Desde logo, porque essa disputa "reforça" a unidade interna entre os socialistas e permitiria perceber se o actual líder tem ou não força, dentro do próprio PS e para destronar o governo nas próximas eleições legislativas, daqui a pouco mais de um ano.

sexta-feira, março 21

PS admite que não será possível repor pensões e salários cortados

O PS admite ser impossível o regresso imediato aos níveis salariais e às pensões de 2011. Se chegarem ao governo, os socialistas não vão voltar atrás nos cortes impostos durante os últimos três anos e a justificação é a "situação do país".

A posição foi deixada pelo conselheiro de António José Seguro para os assuntos económicos, Óscar Gaspar, numa entrevista na Sic-Notícias, tendo ontem sido desafiado pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa, a clarificar as suas palavras. Mas não havia volta a dar. Na noite anterior, Gaspar tinha sido claro quando foi questionado sobre se o PS podia prometer, uma vez vencedor das legislativas, regressar aos salários, pensões e prestações sociais de 2011: "A resposta séria é não. Nem os portugueses imaginariam, nem nunca ouviram do líder do PS nenhuma proposta demagógica para voltarmos a 2011, porque não é possível. As contas públicas portuguesas não o permitem."

António José Seguro tem evitado o tema e, até agora, da sua voz só se ouviu que não se podia comprometer com um alívio dos impostos sobre os rendimentos, ficando-se apenas pela promessa de baixar o IVA na restauração. Mas não mais do que isto, mesmo quando o primeiro-ministro e a ministra das Finanças fazem a mesma afirmação. Tanto Passos Coelho, num debate quinzenal de Fevereiro, como Maria Luís Albuquerque, anteontem no parlamento, já disseram não ser possível voltar aos níveis salariais do período pré-troika.

Perante o desafio do PSD, Óscar Gaspar veio reafirmar o que tinha dito na entrevista televisiva, deitando culpas ao executivo. "Face à situação do país e o ponto a que o governo trouxe o país, não é possível" regressar aos níveis de 2011 "de um momento para o outro". O porta-voz do PS para os assuntos económicos diz que isso "vai demorar tempo". Gaspar ainda deixou o desafio a Marco António para um debate, a fim de "reflectir sobre a situação económica e financeira do país", acusando o governo de estar "a negociar mais cortes com a troika que só serão anunciados depois das europeias".

sexta-feira, fevereiro 21

PS diz que Governo pode afogar-se com saída "sem boia" e juros altos

O PS advertiu hoje que uma eventual "saída limpa" de Portugal do programa, com o atual nível de juros "insuportável", será o mesmo que o Governo lançar-se para uma piscina sem boia e sem saber nadar.

Esta posição foi assumida por Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS, depois de questionado se os socialistas consideram que Portugal cumprirá os objetivos do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) se tiver "uma saída limpa" para regresso aos mercados, independentemente de os níveis dos juros da sua dívida soberana se manterem nos níveis atuais.
"Isso não significa cumprir o objetivo, mas sim regressar aos mercados com uma taxa de juro insuportável. Isso não é um regresso sustentável aos mercados. Isso é o Governo atirar-se para a piscina, sem boia, quando não sabe nadar", respondeu.

Eurico Brilhante Dias referiu neste contexto que em 2008 Portugal pagava taxas de juro reais "bastante inferiores a três por cento" e que em 2011 a taxa de juro real de Portugal "era próxima de cinco por cento, com uma taxa de inflação de dois por cento".

sexta-feira, janeiro 3

Seguro acusa governo de preparar TSU dos idosos

O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de estar a preparar uma "TSU dos idosos" ao alargar a incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) e defendeu que o défice aumente em 0,2 por cento.

sábado, novembro 30

"Se o PS não responde à situação em seis meses, há uma crise de regime"

Socialista, mas com a autonomia de sempre. A mesma que o fez saltar do partido (com uma incursão no PRD) a dada altura e o fez voltar, sentindo sempre que o perdão não foi total. José Medeiros Ferreira lança desafios vários ao actual líder do PS, doseados com farpas - "tem de perder o temor de não reunir a esquerda. As crianças das juventudes partidárias ficaram embebidas nesse temor" - e entra no tabuleiro das presidenciais para retirar António Costa e firmar António Guterres. Passou pelo governo, pelo parlamento, tem um largo percurso académico. Podia ter sido conselheiro de Estado, mas Sócrates mudou de ideias sem nunca lhe explicar porquê. "Fiz a minha vida", diz Medeiros, numa conversa com o i em que a Europa foi tema de arranque.
Lançou agora um livro sobre integração europeia, quando vivemos uma crise sem precedentes. Consegue encontrar o ponto em que começámos a ir pelo caminho que nos levou a esta situação?
Podia talvez marcar o ano de 1992, quando Portugal teve a primeira presidência da UE e, por essa razão e não por qualquer raciocínio económico ou financeiro, resolveu aderir ao sistema monetário europeu, cujas negociações a Grã-Bretanha tinha declinado. Portugal avançou, mesmo aceitando uma taxa de câmbio que sobrevalorizava o escudo. Toda a gente fala nas leis laborais e na má organização das empresas, mas poucos dizem que a primeira grande talhada na competitividade internacional da economia portuguesa foi dada pelos nossos negociadores financeiros: o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal, no dia 4 de Abril de 1992.

segunda-feira, outubro 14

PS: Portas sem "força política" para evitar cortes de pensões

O deputado socialista Pedro Marques afirmou hoje que o vice-primeiro-ministro revelou “desonestidade” e “não teve força política para evitar os cortes retroativos de pensões” contributivas, que considerou injustos e “um ataque ao sistema de segurança social”.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, anunciou hoje que a "condição de recurso" para as pensões de sobrevivência será prestada por quem receba pensões acima de 2.000 euros.

Em declarações à Lusa após a conferência de imprensa de Paulo Portas, enquanto ainda decorria a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o socialista Pedro Marques considerou que “a maior desonestidade em todo este processo foi a do próprio vice-primeiro-ministro”, referindo que o governante “há dez dias”, a propósito das 8ª e 9ª avaliações da troika, “repetiu ad nauseum que não haveria novas medidas de austeridade”.

sábado, outubro 12

Corte nas subvenções. Alegre acusa governo de “manobra contra os políticos”

O histórico do PS Manuel Alegre classifica a intenção do governo de cortar nas subvenções vitalícias dos ex-políticos como “uma manobra contra os políticos” e acusa “o PSD e sobretudo o CDS” de estarem a embarcar numa “onda populista”.

Alegre é um dos políticos que recebe esta pensão – ao todo serão cerca de 400 – e acusa o governo de estar a lançar “uma manobra contra os políticos, com a qual o CDS julga que pode lavar as mãos das responsabilidades que tem nos cortes que realmente têm significado”.

A ideia de acabar com as subvenções vitalícias pagas aos ex-titulares de cargos políticos foi lançada publicamente pelo porta-voz do CDS João Almeida, mas depressa recebeu o apoio de alguns dirigentes de peso do PSD, como Teresa Leal Coelho, vice-presidente do partido, ou Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais. A mesma proposta – eliminação ou corte de 70% – foi levada ao Conselho de Ministros da última quinta-feira pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.

domingo, outubro 6

Jerónimo de Sousa diz que "é preciso demitir o governo todo"


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que uma eventual demissão do ministro Rui Machete não resolve os problemas do país, apesar de considerar "um desfecho lógico", defendendo que é preciso "demitir o Governo todo".

Jerónimo de Sousa, que esteve hoje numa sessão pública realizada no Seixal, disse que já saíram vários ministros do governo de Pedro Passos Coelho e que os problemas não se resolveram, deixando também críticas ao PS.

"Penso que as declarações são uma forma torcida de dizer que o PS não quer a demissão do Governo, ao individualizar em torno de Rui Machete, independentemente do episódio. Sabemos que isto não vai lá à peça. Miguel Relvas já foi, Santos Pereira já foi, Vítor Gaspar já foi e a política e o Governo continuaram", afirmou.

O secretário-geral do PCP considerou que o líder do PS, António José Seguro, devia pedir a demissão do Governo e não de um ministro, apesar de salientar que o caso é "mais um sinal de degradação do Governo".

sábado, agosto 24

Semedo. "Foi a direcção do PS que permitiu a manutenção do governo"


João Semedo é médico de profissão e tem saudades de a exercer. No final da conversa confessa uma mágoa, a de não ter sido também arquitecto. Gosta da ideia de uma profissão total, em que a funcionalidade, a estética e as pessoas estão ligadas. Fala sobre isso com um sorriso: "Já não é um desejo de vida é mais a memória de um desejo." A conversa andou à volta de um outro desejo do dirigente do Bloco: o da construção de uma alternativa de esquerda.

sexta-feira, maio 10

Retroactividade das pensões. Seguro admite recorrer ao Constitucional



O PS não coloca de lado a possibilidade de recorrer ao Tribunal Constitucional, se o Governo avançar com a convergência das pensões no setor público e privado nos moldes já divulgados, garantiu António José Seguro à saída do debate quinzenal. "Não pomos de parte essa iniciativa", garantiu o líder socialista.
O responsável garante ainda que sobre esta matéria não há diálogo possível, já que se trata de "crime" social. "Uma coisa é a convergência dos subsistemas para as novas pensões, e aí há uma disponibilidade do PS; mas coisa completamente diferente é ir às pensões que já existem e aplicar um corte (na ordem dos 700 milhões de euros). Sobre essa matéria não há qualquer possibilidade de diálogo. O PS não aceita esse corte nas pensões", garantiu.

quinta-feira, abril 4

Censura chumbada. Governo dramatiza ruptura com o PS


A moção de censura do PS foi ontem rejeitada pela maioria PSD/CDS, que dramatizou a ruptura com os socialistas falando em “instabilidade política” e num segundo resgate caso o governo caísse. Mas na defesa do executivo, os tons e o empenho foram a dois níveis: o PSD assumiu quase sozinho o ataque ao PS, consumando a ruptura, com o CDS em silêncio nas perguntas a António José Seguro. Paulo Portas assumiu as diferenças de tom ao ser o único a falar na necessidade de “diálogo” e de “consenso”.

terça-feira, março 12

PS desafia PCP e BE para autárquicas



Será um teste. É assim que os socialistas classificam a carta que ontem remeteram às direcções do PCP e do BE, propondo uma reunião nos próximos dias com o objectivo de clarificar a disponibilidade dos dois partidos para entendimentos alargados para as eleições autárquicas.

O dirigente do PS Miguel Laranjeiro avançou ao PÚBLICO que a carta remetida aos comunistas e bloquistas argumenta com "a defesa intransigente dos interesses das populações", que se traduziria num entendimento alargado entre os três partidos nalgumas das principais câmaras do país, nomeadamente no Porto.

domingo, março 10

Cavaco responsabilizou Governo pela crise, acusa Seguro


O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje que o prefácio do Presidente da República é uma mensagem dirigida ao Governo, de que se houver crise política em Portugal a responsabilidade é do executivo PSD/CDS.

quinta-feira, março 7

Passos fecha hipótese de diálogo com PS aberta por Portas e Gaspar


Um passo à frente e dois atrás. Assim vão as relações entre governo e PS, com Passos Coelho a deitar por terra, no debate quinzenal de ontem, eventuais entendimentos, a começar pela principal proposta socialista: o aumento do salário mínimo. O primeiro-ministro até chegou a dizer que, dada a actual conjuntura, o “mais sensato” seria fazer o oposto, tendo depois de explicar as declarações que o PS aproveitou até à saída do debate. Seguro registou que Passos puxou a passadeira estendida pelos ministros de Estado (Paulo Portas e Vítor Gaspar), na sexta-feira, quanto a abertura às propostas do PS e prometeu agir “na altura oportuna”.