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domingo, abril 12

As falhas do Banco de Portugal nas quedas do BPN, BPP e BES

Concluídas as audições da comissão parlamentar de inquérito aos protagonistas da intervenção e falência do BES/GES há uma conclusão a tirar: a supervisão do Banco de Portugal é hoje mais minuciosa do que a que vigorava em 2008 quando o BPN e o BPP colapsaram. Mas as diferenças esbatem-se pois, seis anos depois da crise internacional ter eclodido, o BdP voltou a não ser eficaz e não evitou o fim do segundo maior banco privado português. E tal como Vítor Constâncio, também Carlos Costa não detectou as grandes irregularidades que contaminaram as contas dos dois bancos.

Em Setembro de 2008, o colapso do Lehman Brother precipitou uma crise bancária com consequências devastadoras: nas horas seguintes, centenas de instituições declararam-se insolventes em todos os continentes. Para travar a queda de outro gigante, o grupo AIG, o governo conservador norte-americano interveio com 78 mil milhões de euros: quase metade do PIB português.

sábado, novembro 2

Ângelo Correia "Parlamento devia decretar estado de emergência nacional"


Ângelo Correia tem um vasto percurso político: participou na criação do PPD, foi ministro da Administração Interna de Pinto Balsemão, esteve ligado à educação e à cultura e foi deputado à Assembleia da República, onde esteve ligado a diversas comissões parlamentares, da Defesa à Economia e Finanças. Actualmente é presidente da Fomentinvest e da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, mas está e esteve ligado a muito mais empresas, de diversos sectores de actividade. Ângelo Correia é considerado o mentor do actual primeiro- -ministro, Pedro Passos Coelho. Falámos sobre proximidades, rupturas e liberdade - a propósito deste texto, em primeiro lugar -, num país que considera estar à beira do abismo.

segunda-feira, setembro 30

A derrota irrevogável da coligação governamental


O PSD afunda-se, o PS dispara, o PCP cresce, o Bloco desaparece e o CDS escapa. Os independentes afirmam-se. O resumo da noite eleitoral é este, com o PSD a ter um desaire colossal a que Passos Coelho chamou de "derrota eleitoral nacional". Seguro pediu consequências, mas por agora a questão pode não ir além de uma reflexão interna do PSD.

No final da noite, o líder social-democrata e primeiro-ministro assumiu "um resultado eleitoral claramente negativo para o PSD" e comparou-o aos resultados "nos finais dos anos 80 e meados dos anos 90, durante períodos de governação mais exigentes". O pedido de ajuda externa, e consequentes medidas de austeridade, acabam por servir de justificação ao líder do PSD que admitiu haver "sempre um preço a pagar pela forma como estamos na política" antecipando mesmo mais sacrifícios (ver página 4).

Na sede socialista, minutos depois, Seguro via nos resultados uma "penalização das políticas do governo", mas ficou por aí. No PSD, o ex-líder Marques Mendes falou mais alto e, nos comentários à noite eleitoral, na SIC, pediu a antecipação do congresso social-democrata do próximo ano para o final deste.

quinta-feira, setembro 5

PSD já prepara legislativas de 2015

Antes mesmo das eleições autárquicas, o PSD já está a pensar nas eleições legislativas de 2015. Os sociais-democratas até têm como objectivo para 29 de Setembro conseguir mais uma câmara que o PS (para conseguirem presidir à Associação Nacional de Municípios), mas não querem fazer leituras nacionais desse resultado. O objectivo a partir do fim do mês é preparar uma reeleição de Pedro Passos Coelho.
A estratégia foi dada a conhecer ontem pelo porta-voz do partido e coordenador político, Marco António Costa, que admite que foi para o partido "relançar o PSD pós-autárquicas" para ter uma "agenda mais externa". A segunda parte do mandato do governo começa agora a ser preparada também no partido num momento em que, acredita Marco António, os portugueses já fizeram as pazes com Passos Coelho. É que o primeiro-ministro "teve um desgaste de imagem muito forte, mas a forma como geriu a crise interna granjeou-lhe um reatar dos laços com o país".
Depois de mais de dois anos em que o PSD esteve mais apagado, à sombra do governo, o partido quer aproveitar o pós--troika para preparar o programa para as legislativas de 2015. Para isso vai criar um ciclo de conferências com a sociedade civil intituladas "Portugal no rumo certo", que vai começar no Verão do próximo ano e vão alargar-se até 2015.

sexta-feira, agosto 23

PSD não tem candidato autárquico em Grândola pela primeira vez


Grândola é um dos poucos concelhos do país em que o PSD não tem candidato à câmara municipal nestas eleições autárquicas. Na terra que voltou a inspirar os protestos contra o governo, os sociais- -democratas avançam apenas com uma lista à assembleia municipal (um caso que só se repete em Barrancos).
Não é desta vez que o PSD vai saber o que pensa "o povo" de Grândola, que na letra da canção de José Afonso é "quem mais ordena", mas a líder da concelhia garante que "o facto de o PSD não ter candidato não tem nada a ver com a situação que o país atravessa". A razão é outra, assegura Sónia dos Reis, e prende-se com uma opção simples: entre um candidato fraco e não ter candidato, o PSD preferiu optar pela segunda hipótese. "Há quatro anos o candidato foi uma pessoa de fora e isso não é solução. Fazer listas só para encher não é solução", desabafa a presidente da concelhia.
O concelho que voltou à ribalta com a canção de Zeca Afonso não tem, porém, falta de candidatos. Além do PS, que lidera a câmara, vão disputar a autarquia dois candidatos independentes - um deles já se candidatou nas listas dos sociais- -democratas, mas desta vez não tem o apoio do partido -, o PCP e os bloquistas.

domingo, junho 9

Recandidatura de Passos foi recado "para dentro do partido"


Marques Mendes considera que o anúncio que Passos Coelho fez, em entrevista ao Expresso, de que tenciona recandidatar-se nas próximas eleições legislativas, foi um recado para o PSD.
O antigo presidente dos sociais-democratas disse esta noite, no seu espaço de comentário semanal na SIC, que o primeiro-ministro " teve necessidade de dizer para dentro do partido" que iria recandidatar-se.
Para Marques Mendes, neste momento Passos Coelho aparece sozinho, sem o apoio de outros ministros nas alturas mais difíceis e sob o silêncio do PSD, e por isso a notícia da sua intenção em se voltar a candidatar foi, sobretudo, para o seu partido.

quinta-feira, junho 6

Discutir a saída do euro já não é tabu dentro do PSD e CDS


Falar sobre a saída da moeda única é cada vez menos tema tabu para o CDS e para o PSD. Ontem, o presidente do Conselho Nacional centrista defendeu que além do caminho do governo, a saída do euro "é a única alternativa que vale a pena estudar e aprofundar". Uma posição que os centristas não defendem oficialmente, mas que começa a fazer caminho mesmo dentro da área política dos partidos que apoiam o governo. Ao i, Ângelo Correia diz que é uma discussão que vale a pena fazer até porque o euro é em parte causador "dos problemas que hoje vivemos".

sábado, março 16

Pacheco Pereira. “PSD e CDS estão a governar contra os seus programas”


O seu último livro, “As Armas de Papel”, é uma recolha e análise da imprensa clandestina da extrema-esquerda portuguesa no final dos anos 60 e princípio dos anos 70. Defende que a geração que produziu estes textos, que nos parecem feitos de uma linguagem de caserna difícil de perceber hoje, foi fundamental para uma espécie de revolução cultural e de costumes que o país viveu, grande parte, já em democracia. Para o antigo líder parlamentar do PSD, a geração dos esquerdistas tem traços de identidade que permanecem, nomeadamente uma aversão à injustiça e a formas menos democráticas de poder, mesmo que alguns dos seus membros cheguem a ministros. O próximo livro de Pacheco Pereira vai juntar os textos publicados desde a queda do governo Sócrates e vai chamar-se “Crónicas dos Anos do Lixo”. Esta entrevista está balizada por estes dois textos: decorre entre as armas de papel e o lixo.

quarta-feira, agosto 15

Passos diz que tem programa para quatro anos e a "ambição" de o renovar


retirado do JN

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou que o Governo que lidera tem um "programa" para quatro anos e que tem a "ambição" de o "renovar", para continuar a mudar a "cultura de facilidade" que existia quando chegou ao poder.

segunda-feira, agosto 6

Marcelo diz que PSD não pode mostrar medo da rua



O antigo líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa considera “um erro” a transferência da tradicional festa do Pontal, que marca a rentrée política do partido, para um hotel de quatro estrelas.                           

quinta-feira, junho 7

Interrupção involuntária da coligação. CDS critica PSD sobre aborto



O PSD e o CDS não se entendem quanto à melhor forma de aplicar taxas moderadoras às mulheres que abortam e assumem que esta matéria fica fora do acordo de coligação. Os dois partidos, ao contrário do que é habitual, nem sequer conversaram sobre os projectos que estão a preparar isoladamente e, em última análise, as propostas poderão ser inviabilizadas por ausência de maioria.

quarta-feira, junho 6

'Seremos defendidos se algo correr mal lá fora'

O primeiro-ministro e presidente do PSD considerou na terça-feira, num balanço do primeiro ano de governação, que Portugal tem cumprido o seu programa de assistência financeira e será defendido caso alguma coisa corra mal externamente.
«O resultado hoje é que temos cumprido. Até à data, temos cumprido. É bom. Se alguma coisa lá fora não correr bem, os nossos parceiros irão defender-nos, acreditam em nós. Também é bom», afirmou Pedro Passos Coelho, num hotel de Lisboa, durante uma conferência para assinalar a vitória do PSD nas legislativas de há um ano.

terça-feira, junho 5

PSD desce nas intenções de voto e esquerda volta a ser maioria



Se as eleições fossem hoje PSD e PS estariam praticamente empatados.
Segundo uma sondagem realizada pelo DN, JN, RTP e Antena 1 em conjunto com a Universidade Católica, o PSD desce nas intenções de voto, enquanto o PS mantém e os restantes partidos de esquerda sobem.

domingo, maio 6

Passos diz “não querer dourar a pílula” das dificuldades



Numa cerimónia comemorativa do 38º aniversário do PSD, realizada neste sábado na Figueira da Foz, o primeiro-ministro afirmou “não querer dourar a pílula” das dificuldades. Num encontro com militantes social-democratas, Pedro Passos Coelho defendeu a acção governativa e sublinhou que o Executivo “não se anda a chorar”.

segunda-feira, dezembro 21

PSD: Congresso extraordinário? Desde que não seja apenas um 'show'

Militantes admitem que o PSD precisa de discutir ideias. Mas há quem tema que a iniciativa de Pedro Santana Lopes resulte numa encenação teatral.