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quarta-feira, junho 5

Presidente da República. A outra face do descontentamento


Se um governo desagrada a muita gente, um Presidente desagrada ainda mais. É quase verdade. Cavaco fica, no barómetro i/Pitagórica de Maio, a oito décimas da classificação atribuída ao executivo (5,4 valores) e a apenas uma décima do seu pior resultado desde o início do barómetro, em Outubro de 2012 - os portugueses dão- -lhe agora nota 6,2.
A forma como o Presidente da República geriu as sucessivas crises no governo no último mês não correspondeu às expectativas dos portugueses. Da mesma forma, o voto de confiança ao executivo e o travão ao PS, que sobressaíram do discurso de 25 de Abril na Assembleia da República, não ficaram no baú das melhores memórias políticas dos participantes. Mais 13,7% dos inquiridos dão nota abaixo de 7 ao Presidente. Na mancha verde da tabela (a dos bons alunos, com notas de 14 a 20), 12,5% consideram Cavaco Silva merecedor de tal façanha.

domingo, fevereiro 3

Dezenas de pessoas cantaram e dançaram contra a austeridade no Porto


As mãos de Ana Maria Pinto, 31 anos, vão ditando os tempos da música. Em frente à Câmara Municipal do Porto, canta-se a "Grândola, Vila Morena". Numa roda grande, de mãos dadas, os manifestantes respondem ao desafio da cantora lírica e maestrina do Coro de Intervenção do Porto. Usam a voz e o ritmo num protesto contra a austeridade. Ana Maria gesticula e tenta ordenar o grupo. Não são mais do que umas dezenas de pessoas, menos de uma centena.

sexta-feira, setembro 14

Aperta o cerco à austeridade. PSD pressiona alterações no Orçamento



Multiplicam-se as personalidades do PSD e CDS que apelam que o governo recue em matéria de política de austeridade, sob pena de se abrir uma crise política. Entre os deputados do PSD também há quem tenha esperança de que o executivo ainda possa fazer alterações às medidas mais gravosas.
Para o ex-ministro das Finanças do CDS, Bagão Félix, a austeridade chegou aos “limites insustentáveis do decoro ético” e, portanto, ou o governo recua ou cai. “Ainda há tempo para os líderes dos dois partidos da coligação do governo se sentarem e recuarem”, afirmou o ex-ministro das Finanças, em declarações à “Rádio Renascença”. Caso não recuem “estamos simplesmente a adiar o inevitável, que é uma ruptura governamental”. Ontem, também o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, afirmava ao i que “o governo tem de dar um passo atrás para não perder legitimidade política”.