quarta-feira, junho 19

Cavaco Silva. "criou-se uma cultura de "proteccionismo social do Estado"


Na semana em que o governo discute em Conselho de Ministros extraordinário o guião da reforma do Estado, o Presidente da República deu uma ajuda antecipada à estratégia. Ontem, Cavaco Silva criticou a "cultura do proteccionismo social" que foi um modelo seguido em Portugal que "duplicou infra-estruturas de prestação de serviços" e nem por isso "ganhou eficiência ou se pouparam recursos".
As palavras do Presidente da República sobre o Estado social não foram em vão numa altura em que a oposição critica o governo por este querer desmantelar a protecção social e no mesmo dia em que o executivo de Passos Coelho marcou um Conselho de Ministros extraordinário para discutir o guião da reforma do Estado elaborado por Paulo Portas, que tinha sido prometido para Fevereiro. Ontem, no encerramento do seminário "A economia social, o emprego e o desenvolvimento local", organizada pela Cáritas, o Presidente da República, falando do terceiro sector - que inclui sobretudo as Misericórdias e outras Instituições Particulares de Solidariedade Social - o chefe e Estado disse que o modelo social português foi construído de maneira "centralizadora de intervenção directa da administração do Estado, muitas vezes marginalizando a acção das organizações de base territorial". 

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