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segunda-feira, fevereiro 24

Marcelo faz rodagem para as presidenciais

Uma hora e meia. É a duração média da travessia aérea entre o Funchal e Lisboa. Foi neste tempo que se deu o "vaipe afectivo" de Marcelo Rebelo de Sousa que aterrou na Portela e já só parou na rampa de acesso lateral ao coliseu, para entrar em segredo no congresso do PSD. Um desafio ao "dom da ubiquidade" que o próprio alegou para, horas antes, justificar a sua ausência, mas isso não parece ser nada para quem já fez Cristo descer à terra uma segunda vez.

Foi "à PSD", comentava-se entre militantes no final da intervenção do ex-líder. Animou a sala como nada até aí ou depois disso, lançou a equação presidencial. Respondeu só com a presença ao famoso parágrafo da moção de Passos. Colou o "vaipe afectivo" ao mural histórico onde se contam o "eixo sulista, elitista e liberal" de Menezes, o "escrito nas estrelas" de Santana, o "misto de Zandinga e Gabriel Alves" de Durão Barroso e, principalmente, a rodagem do Citröen que Cavaco Silva foi fazer à Figueira da Foz no congresso de 1985.

domingo, fevereiro 23

PSD. Reunião termina hoje com eleição dos novos órgãos e discurso de Passos

O XXXV Congresso do PSD termina hoje com a eleição dos novos órgãos nacionais e o discurso de encerramento do presidente Pedro Passos Coelho, depois de um segundo dia de trabalhos cheio de surpresas no Coliseu dos Recreios.

O segundo dia de trabalhos, que terminou já perto das 3:30, ficou marcado pela presença de quatro ex-líderes do partido, três dos quais de forma inesperada: Luís Filipe Menezes, Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e Santana Lopes, o único que tinha manifestado a intenção de ir ao Congresso.

Primeiro foi Menezes, que justificou a sua presença no Coliseu dos Recreios para dar a cara pela derrota autárquica no Porto e também para recordar o célebre discurso no mesmo palco, onde, em 1995, criticou os “sulistas, elitistas e liberais” e que lhe mereceu então o apupo dos congressistas.
Depois, foi Marcelo Rebelo de Sousa que alegou ter ficado comovido ao ver o Congresso pela televisão e não resistiu a marcar presença na reunião em que se assinalam os 40 anos do PSD. Falou perto de uma hora e levou ao rubro o Coliseu, que o aplaudiu de pé por diversas vezes, enaltecendo a liberdade que caracteriza o partido.