Photo: chico esperto. Fotos 530. Proa de Moliceiro - Torreira.
quinta-feira, novembro 22
Vá-se lá saber porquê?
"Mais vale um treinador coxo que um treinador cego."
Manuel Cajuda
Treinador do V. Guimarães
que fracturou a perna num choque com o jogador Moreno
Manuel Cajuda
Treinador do V. Guimarães
que fracturou a perna num choque com o jogador Moreno
Consta
"Nada em Durão Barroso é por acaso mesmo quando parece um acaso. Quando agora diz que foi enganado por alguém que lhe deu iformações erradas sobre o Iraque e que agiu por pressão de 'aliados e amigos sobretudo Espanha', está a olhar longe.
É a sua verdade, aquela que jamais alguém desdirá."
Raul Vaz
Jornal de Negócios
quarta-feira, novembro 21
Consta
"Já não é a primeira vez que os professores são forçados a melhorar as notas dos alunos para as estatísticas do ensino terem um ar mais agradável. A novidade é as pressões começarem tão cedo, logo nos primeiros meses do ano lectivo."
Armando esteves Pereira
Correio da Manhã
Frase do Dia
"No mundo governa um czar impiedoso: fome é o seu nome."
N. A. Nekrasov Poeta Russo (1821-1878)
N. A. Nekrasov Poeta Russo (1821-1878)
terça-feira, novembro 20
Frase do Dia
"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a."
Johann Goethe Escritor Alemão (1749-1832)
Johann Goethe Escritor Alemão (1749-1832)
segunda-feira, novembro 19
Frase do Dia
"Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.
Fonte: "Livro do Desassossego"
Tema: Vida
Marcadores:
Bernardo Soares,
Livro do Desassossego
domingo, novembro 18
...
"Tudo quanto buscamos,buscamo-lo por uma ambição, mas essa ambição ou não se atinge, e somos pobres, ou julgamos que a atingimos, e somos loucos ricos.
Soares, Bernardo in Livro do Desassossego
Soares, Bernardo in Livro do Desassossego
Marcadores:
Bernardo Soares,
Livro do Desassossego
Consta
"Eu sempre disse: primeiro o tabaco, depois o sal, a seguir o álcool, depois as gorduras e os fritos, e a seguir, quem sabe, talvez saia uma lei a regulamentar o perigo que representa para a nossa saúde o facto de ainda estarmos vivos.
Miguel Sousa Tavares
Expresso
sábado, novembro 17
MATINAL
Que seja fogo e suba ao cume
das águas seminais e duras,
e cante, invada, inunde
- juventude, juventude.
Euénio de Andrade
das águas seminais e duras,
e cante, invada, inunde
- juventude, juventude.
Euénio de Andrade
MEMORIAL DO CONVENTO
D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou. Já se murmura na corte, dentro e fora do palácio, que rainha provavelmente, tem a madre seca, insinuação muito resguardada de orelhas e bocas delatoras e que só entre íntimos se confia. Que caiba a culpa ao rei, nem pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso são repudiadas tantas vezes, e segundo, material prova, se necessária ela fosse, porque abundam no reino bastardos da real semente e ainda agora a procissão vai na praça. Além disso, quem se extenua a implorar ao céu um filho não é o rei, mas a rainha, e também por duas razões. A primeira razão é que um rei, e ainda mais se de Portugal for, não pede o que unicamente está em seu poder dar, a segunda razão porque sendo a mulher, naturalmente, vaso de receber, há-de ser naturalmente suplicante, tanto em novenas organizadas como em orações ocasionais. Mas nem a persistência do rei, que, salvo dificultação canónica ou impedimento fisiológico, duas vezes por semana cumpre vigorosamente o seu dever real e conjugal, nem a paciência e humildade da rainha que, a mais das preces, se sacrifica a uma imobilidade total depois de retirar-se de si e da cama o esposo, para que não se não perturbem em seu gerativo acomodamento os líquidos comuns, escassos os seus por falta de estímulo e tempo, e cristianíssima retenção moral, pródigos os do soberano, como se espera de um homem que ainda não fez vinte e dois anos, nem isto nem aquilo fizeram inchar até hoje a barriga de D. Maria Ana. Mas Deus é grande.Saramago, José in Momerial do Convento edição CAMINHO
'Memorial' já vendeu um milhão em Portugal
Um milhão de exemplares vendidos em 25 anos. Contas feitas por alto pela Caminho sobre aquele que é um dos livros mais lidos de José Saramago. Que impacto pode ter este volume de vendas do romance Memorial do Convento no monumento de que fala, ou seja, o Palácio Nacional de Mafra? "Essas contas são difíceis de fazer", referiu ao DN Margarida Montenegro. A directora do Palácio Nacional de Mafra não tem dúvidas de que o livro contribuiu para o aumento do número de visitantes, facto que se tornou mais visível nos últimos oito anos. "O impacto da obra tem vindo num crescendo que tem relação directa com o facto de se ter tornado obrigatória no secundário", sublinha Margarida Montenegro que acrescenta. "Há uma dinâmica à volta do monumento relacionada c esta obra literária."
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