quinta-feira, outubro 31

Reforma do Estado. Portas apresenta guião que só o próximo governo pode concretizar

Sem data. "A médio prazo." Sem valores. "Reformar não é cortar." Sem iniciativas legislativas concretas. A proposta de reforma de Estado que ontem foi apresentada pelo vice-primeiro-ministro é, nas palavras do próprio, um guião de propostas "abertas" para serem discutidas com partidos políticos e parceiros sociais e que não implicará uma revisão alargada da Constituição. O governo quer mais escolha, em áreas como a saúde, a educação e a Segurança Social, mas recusou especificar se isso significa entregar funções e fundos a privados.

Ao fim de nove meses, Paulo Portas apresentou ontem um documento de 112 páginas com propostas que atingem as várias áreas do Estado, mas não serão para aplicar por este governo. Portas não se referiu às eleições, mas o horizonte temporal das ideias ontem apresentadas já não atinge o tempo de vida deste governo. Por isso o governo vai chamar à discussão - ainda não é certo em que moldes - os partidos da oposição e os parceiros sociais.

O guião, que tem como lema "Um Estado melhor", começa por falar na necessidade de reduzir a estrutura do Estado - "menos funcionários, mas que seja possível pagar-lhes melhor", disse. Mas Portas não respondeu como pretende reduzir o número de efectivos existentes depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado o processo de requalificação que permitia a perda de vínculo à administração pública. Remeteu para os partidos e para os parceiros encontrarem uma "forma legal e equitativa de ser possível flexibilizar o vínculo" do trabalhador em funções públicas com o Estado.

quarta-feira, outubro 30

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photo: rogério barroso. Foto nº 1658 - Rio Tejo.

Passos Coelho culpa TC por juros da dívida em alta

O primeiro-ministro quer mais política. E quer política feita por quem "é eleito" e não por "tecnocratas a dizer como se faz". Passos Coelho nunca disse o nome do Tribunal Constitucional (TC), mas lê-se em todas as palavras um recado aos juízes do Palácio Ratton, que ainda vão analisar pelo menos duas das medidas mais importantes do Orçamento do Estado para 2014. Por isso, Passos pediu ontem uma "clarificação" - porque as "incertezas" e "indefinições" que existem em torno da capacidade de executar o Orçamento estão a pressionar os juros e podem pôr em causa o fim do programa.
No encerramento das jornadas parlamentares conjuntas entre PSD e CDS, Passos concentrou no discurso ataques cerrados quer ao Tribunal Constitucional quer ao PS. O primeiro-ministro está em tom de campanha e até pede aos dois partidos da coligação que não deixem passar a demagogia da oposição. O líder do governo joga na estratégia de ataque por antecipação - o debate do Orçamento só começa amanhã e a avaliação pelo TC será feita mais tarde - e pressiona um pouco mais os "não pressionáveis" juízes do Tribunal Constitucional (pelo menos nas palavras do presidente, Joaquim Sousa Ribeiro).

terça-feira, outubro 29

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photo: rogério barroso. Foto nº 1657 - Estarreja.

Cavaco afasta cenário de eleições antecipadas

O Presidente da República voltou hoje a afastar o cenário de eleições antecipadas, sublinhando que Portugal "é um país governável" e que o "normal" é os mandatos dos Governos serem cumpridos até ao fim.

sábado, outubro 26

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photo: rogério barroso. Foto nº 1656 - Manifestação Não Há Becos Sem Saída.

Fenprof acusa ministro da Educação de "mandar professores para a miséria"

O secretário-geral da FENPROF acusou na sexta-feira o ministro da Educação de "fazer tudo no ar" e de querer "mandar para a miséria" os professores que aderirem ao programa de rescisão amigável ao proibi-los de pedir a reforma antecipada.
À margem de um debate sobre Educação, em Guimarães, Mário Nogueira comentava o esclarecimento da Secretaria de Estado do Ensino e da Administração Escolar sobre o programa de rescisão por mútuo acordo, em negociação entre Governo e sindicatos, que impede os docentes de pedir reforma antecipada, podendo apenas solicitar a aposentação quando atingirem a idade legal.
"É tudo feito no ar, é tudo feito a olho e de cabeça e é assim que o Ministério da Educação está. O que Nuno Crato [ministro da Educação] quer é mandar para a miséria os professores que aceitem esta oferta envenenada que é este acordo proposto, acusou.
O acordo, explanou, "mais não é do que um despedimento sem direitos e feito numa altura que acaba por funcionar como chantagem", acrescentando que "o Ministério da Educação diz para que se aproveite porque depois há a mobilidade especial e ainda é pior".

sexta-feira, outubro 25

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photo: rogério barroso. Foto nº 1655 - Molas de roupa.

António Costa. "Candidato da direita às presidenciais vai ser Santana Lopes"


António Costa disse esta quinta-feira à noite, no programa "Quadratura do Círculo" da SIC Notícias, que Santana Lopes deverá ser o candidato da direita às eleições presidenciais de 2015. "Podemos apostar, aqui hoje, se quiserem, que o candidato da direita às eleições presidenciais de 2015 vai ser o Dr. Pedro Santana Lopes", afimou o Presidente da câmara de Lisboa.
Reflectindo sobre as características necessárias para se ser Presidente da República, e lembrando Mário Soares, António Costa considerou que "um perfil agregador (...) que não tem aparecido muito no PSD" é essencial para o desempenho das funções de presidenciais.

quarta-feira, outubro 23

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photo: rogério barroso. Foto nº 1653 - Delírios meus.

Dívida pública sobe para 131% do PIB no 2.º trimestre e é 3.ª maior da UE


A dívida pública portuguesa aumentou para 131,3% do PIB no segundo trimestre, contra 127,5% registados no trimestre anterior e 118,1% observados um ano antes, sendo a terceira mais elevada da União Europeia, divulgou hoje o Eurostat.
De acordo com os dados trimestrais da dívida pública do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), só a Grécia (169,1%) e a Itália (133,3%) registaram, entre abril e junho deste ano, rácios de dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) superiores ao de Portugal (131,3%), enquanto os mais baixos pertenceram à Estónia (9,8%), à Bulgária (18%) e ao Luxemburgo (23,1%).

terça-feira, outubro 22

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1652 - arrastamento.

Governo já prepara programa cautelar. Constitucional alemão no caminho

O ministro da Economia admitiu ontem que o governo está já a preparar o pedido aos parceiros europeus para aceder a um programa cautelar, que deverá ser negociado nos primeiros meses do próximo ano. Mas para lá chegar, o governo tem de ultrapassar duas barreiras constitucionais: a portuguesa e a alemã.

António Pires de Lima foi mais longe do que o governo tem dito até hoje e admitiu que o trabalho de preparação do programa cautelar está em andamento: "Ainda temos algum trabalho pela frente, algum progresso que tem de ser alcançado. Mas o nosso objectivo é começar a negociar um programa cautelar nos primeiros meses de 2014", disse em entrevista à agência Reuters. Até aqui o governo sempre disse que tinha essa intenção, mas nunca admitiu publicamente estar já a fazer os trabalhos preparativos. No Orçamento do Estado para 2014, o governo espera ir buscar ao mercado, em obrigações do Tesouro, 10,5 mil milhões de euros e para o conseguir a juros sustentáveis - para muitos analistas abaixo de 5% - pode precisar de ajuda. As opções são curtas: ou consegue sozinho (o que se afigura difícil); ou precisa de um segundo resgate; ou consegue aceder a um programa cautelar, que ainda não se sabe como vai funcionar.

segunda-feira, outubro 21

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photo: rogério barroso. Foto nº 1651 - Parque das Nações.

Portugal com dívida pública de 124,1% e défice de 6,4% do PIB em 2012

A dívida pública portuguesa atingiu 124,1% em 2012, a terceira mais elevada, adianta o Eurostat que a reviu em alta, enquanto o défice ficou nos 6,4% do PIB, o quarto maior da União Europeia, a par de Chipre.

Segundo a segunda notificação do Eurostat sobre défice e dívida dos Estados-membros em 2012, o défice público na zona euro baixou de 4,2% em 2011 para 3,7% no ano passado, enquanto o da União Europeia passou de 4,4% para 3,9%.

Face à primeira notificação, publicada em abril, o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia reviu agora ligeiramente em baixa (de 4% para 3,9%) o valor do défice público da União Europeia em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), tal como o valor da dívida pública em 2012 (de 85,3% para 85,1%). Já em relação a Portugal, o Eurostat apresenta uma revisão em alta do rácio da dívida pública em percentagem do PIB (123,6% para 124,1%).

domingo, outubro 20

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1650 - Lua cheia.