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sábado, maio 3

Jerónimo de Sousa: “Ideia de pós-troika é apenas uma frase publicitária”

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje, em Coimbra que a “ideia de pós-troika é apenas uma frase publicitária”, pois “a política de austeridade” vai continuar.
“Essa ideia de pós-troika é apenas uma frase publicitária porque, como sabemos”, as atuais “políticas vão continuar” e, portanto, “não há fim nenhum – isto só terá fim com o fim deste Governo, portanto, com uma política diferente”, sustentou o líder comunista.
“Aliás o próprio FMI [Fundo Monetário Internacional] e a União Europeia” já disseram que “é preciso continuar o rigor, é preciso continuar a alterar a legislação laboral, é preciso continuar a política de austeridade e, nesse sentido, não há fim nenhum”, afirmou Jerónimo de Sousa, que falava aos jornalistas, em Coimbra, ao final da tarde de hoje, à margem de uma ação de “contacto com a população e comerciantes” da Baixa da cidade.
A 12.ª avaliação da troika, “ao contrário do que o senhor ministro Paulo Portas” afirma não é “o fim do protetorado”, defendeu.
Para Jerónimo de Sousa, Portugal não terá uma “saída sem rede” do programa de assistência económica e financeira.

segunda-feira, abril 7

Jerónimo diz que a educaçao voltou "aos tempos do fascismo"

Foi perante centenas de militantes da Juventude Comunista (JCP) que o secretário-geral do PCP teceu ontem duras críticas contra o actual sistema de educação em Portugal. Jerónimo de Sousa chega a considerar que a política de "elitização" do ensino "faz lembrar os tempos do fascismo".

Numa intervenção particularmente vincada em termos ideológicos (com a recusa do fim da "luta de classes" a surgir no discurso), Jerónimo encerrou o 10.o congresso da JCP, na Faculdade de Medicina Dentária, em Lisboa, lançando o alerta para a "brutal ofensiva" que o actual governo terá posto em marcha. Uma estratégia que visa, sobretudo, os jovens portugueses. Essa política, marcada, na opinião do líder comunista, por uma "violência brutal" contra os mais novos, materializa-se na "emigração forçada", no facto de "milhares de estudantes [serem] afastados do ensino superior" e no "exponencial crescimento das vertentes profissionalizantes do ensino", com "milhares de jovens empurrados para a desesperança". Jerónimo de Sousa - com um percurso profissional ligado ao trabalho fabril -, considera que essa via técnica do ensino ("o sistema de educação dual") está "a ser imposto à juventude portuguesa em todos os níveis" e tem conduzido "à elitização do acesso ao conhecimento".

domingo, dezembro 15

País em regressão civilizacional e cultural, diz Jerónimo de Sousa


A política do atual Governo é de regressão económica e social mas também “civilizacional e cultural”, afirmou hoje em Lisboa o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
“Na cultura a situação é hoje de profunda crise e de abandono de qualquer perspetiva real da sua democratização. Olhe-se para onde se olhar é a política de destruição que impera”, disse o responsável numa sessão evocativa de Álvaro Cunhal, antigo secretário-geral do partido, que morreu em 2005.
No ano em que faria 100 anos se fosse vivo, porque nasceu a 10 de novembro de 1913, o PCP tem organizado iniciativas para o lembrar, uma delas hoje ao juntar intelectuais e artistas para debater precisamente o tema “Álvaro Cunhal, o intelectual e o artista”, no âmbito da qual se falou da sua faceta de escritor, pintor, músico e até tradutor.
Ao falar no encerramento do encontro Jerónimo de Sousa lembrou o artista e pensador e falou da cultura e da forma como é “maltratada pela política da direita”, que teme “o seu imenso potencial de criação, liberdade e transformação”.
É isso, acrescentou, que tem feito o atual Governo, nomeadamente na educação, na informação e comunicação, na ciência, na arte contemporânea, nas culturas artísticas ou no património.

domingo, outubro 6

Jerónimo de Sousa diz que "é preciso demitir o governo todo"


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que uma eventual demissão do ministro Rui Machete não resolve os problemas do país, apesar de considerar "um desfecho lógico", defendendo que é preciso "demitir o Governo todo".

Jerónimo de Sousa, que esteve hoje numa sessão pública realizada no Seixal, disse que já saíram vários ministros do governo de Pedro Passos Coelho e que os problemas não se resolveram, deixando também críticas ao PS.

"Penso que as declarações são uma forma torcida de dizer que o PS não quer a demissão do Governo, ao individualizar em torno de Rui Machete, independentemente do episódio. Sabemos que isto não vai lá à peça. Miguel Relvas já foi, Santos Pereira já foi, Vítor Gaspar já foi e a política e o Governo continuaram", afirmou.

O secretário-geral do PCP considerou que o líder do PS, António José Seguro, devia pedir a demissão do Governo e não de um ministro, apesar de salientar que o caso é "mais um sinal de degradação do Governo".

domingo, setembro 15

Governo entregou convergência de pensões "pela calada"


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o Governo por ter enviado para o Parlamento, “pela calada”, na sexta-feira, a proposta de Lei para a convergência de pensões entre os setores público e privado.
“Ontem [sexta-feira], pelas sete da tarde, quando fechava ao fim de semana, pela calada da sexta-feira”, é que o Governo entregou na Assembleia da República “a proposta de cortes nas pensões para a administração pública”, criticou.
Uma proposta, sublinhou Jerónimo de Sousa, que prevê “cortes brutais sobre quem trabalhou e descontou uma vida inteira”, nomeadamente “nas pensões de sobrevivência, particularmente no setor da administração pública”.
O secretário-geral do PCP discursava em Montemor-o-Novo, no final de um almoço de apoio à candidatura da CDU à Câmara daquele concelho alentejano nas autárquicas do próximo dia 29, cuja lista é liderada pela atual presidente da autarquia, Hortênsia Menino.

domingo, março 24

PCP quer demissão do Governo porque 'remendo novo em pano velho não resulta'



O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que a demissão do Governo é uma “urgência nacional” e que a substituição de ministros não é suficiente, porque “remendo novo em pano velho não resulta”.
“É preciso derrotar este Governo antes que este Governo dê cabo do resto. A sua demissão transforma-se numa urgência nacional”, afirmou Jerónimo de Sousa, ao discursar no final de um almoço-convívio em Viseu.

domingo, abril 22

UGT e PS são uns "bombocas" por assinarem acordo

retirada do DN

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, classificou hoje a UGT e o PS de "bombocas" por terem assinado o acordo de concertação social e entregarem "de mão beijada direitos fundamentais".

domingo, agosto 29

Jerónimo de Sousa criticou candidatos de defenderem “quem sofre” enquanto apoiam Sócrates

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje os candidatos presidenciais adversários ao do partido de apoiarem “os que sofrem e lutam” ao mesmo tempo que estão “bem com Sócrates”.

domingo, maio 23

"PSD está a agir de forma tacticista com o PS"

O secretário-geral do PCP não se arrepende de ter apresentado uma moção de censura ao Governo, apesar do chumbo. Para Jerónimo, a iniciativa serviu também para mostrar a associação do PSD às medidas do plano de austeridade e do PEC. Sobre as presidenciais, diz que o candidato próprio poderá ser apresentado durante a Festa do 'Avante!'.