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segunda-feira, setembro 9

As propostas mais loucas das autárquicas

A crise não explica tudo, mas dá o contexto para que se percebam algumas das mais inovadoras ideias postas à discussão por alguns dos candidatos autárquicos às eleições de 29 de Setembro. Os que saem, os que se recandidatam, os que concorrem pela primeira vez a uma câmara municipal – quase todos já perceberam que a promessa de grandes obras públicas não colhem a simpatia dos eleitores, conscientes de que os modelos autárquicos assentes em filosofias despesistas são uma das causas para um apertar do cinto de que se começou a ouvir falar ainda no tempo em que Manuela Ferreira Leite tomava conta das finanças do país. Com muitas das autarquias do país em situação de pré-falência, e com a gestão dos orçamentos locais sob olhar atento do governo central, os candidatos de 2013 puxam pela imaginação e recorrem a propostas “fora-da--caixa” para captar o voto dos portugueses. Há gostos para tudo. E a soma dos boletins faz-se no final do mês.

sábado, setembro 7

Rui Moreira.“Se Menezes vencer, o Porto estará condenado à ingovernabilidade”



O candiRui Moreira chegou cinco minutos depois da hora marcada, mas pediu desculpa. "Não costumo chegar atrasado", apressou-se a explicar o candidato à Câmara do Porto que frequentou o rígido Colégio Alemão. Durante quase uma hora de entrevista, o candidato independente criticou duramente as promessas de Luís Filipe Menezes, o seu principal adversário, e distanciou-se do governo, apesar de ter o apoio do CDS de Paulo Portas. Garante mesmo que, em alguns aspectos, é mais de esquerda que alguns militantes do PS.

sexta-feira, agosto 23

PSD não tem candidato autárquico em Grândola pela primeira vez


Grândola é um dos poucos concelhos do país em que o PSD não tem candidato à câmara municipal nestas eleições autárquicas. Na terra que voltou a inspirar os protestos contra o governo, os sociais- -democratas avançam apenas com uma lista à assembleia municipal (um caso que só se repete em Barrancos).
Não é desta vez que o PSD vai saber o que pensa "o povo" de Grândola, que na letra da canção de José Afonso é "quem mais ordena", mas a líder da concelhia garante que "o facto de o PSD não ter candidato não tem nada a ver com a situação que o país atravessa". A razão é outra, assegura Sónia dos Reis, e prende-se com uma opção simples: entre um candidato fraco e não ter candidato, o PSD preferiu optar pela segunda hipótese. "Há quatro anos o candidato foi uma pessoa de fora e isso não é solução. Fazer listas só para encher não é solução", desabafa a presidente da concelhia.
O concelho que voltou à ribalta com a canção de Zeca Afonso não tem, porém, falta de candidatos. Além do PS, que lidera a câmara, vão disputar a autarquia dois candidatos independentes - um deles já se candidatou nas listas dos sociais- -democratas, mas desta vez não tem o apoio do partido -, o PCP e os bloquistas.