sábado, junho 9

Ums Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1355 - Graffiti.

D. Januário Torgal. “Estou a ser vítima de um linchamento”


O Bispo das Forças Armadas diz--se vítima de um “linchamento público” devido a ter criticado, na última quarta-feira, o primeiro-ministro.
Em declarações ao i, D. Januário Torgal garante serem “falsas” as notícias de ontem, que deram conta de que ganha quase 4500 euros por mês – ordenado superior ao de um deputado e o equivalente a nove salários mínimos nacionais. “É totalmente falso. Ganho pouco mais de 2500 euros”, garante o bispo, acrescentando que “metade” da sua reforma vai para o Estado. “Depois de uma vida inteira a trabalhar, praticamente metade do que ganho vai para o Estado, que depois não sabe gerir esse dinheiro: vai para espiões e para empresas privadas”, critica.

sexta-feira, junho 8

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1354 - Graffiti.

Pedro Passos Coelho: líder de uma geração que já não tem nada a perder



Há sempre três dimensões num retrato político. O personagem, o seu pensamento e a circunstância. O do primeiro-ministro ainda está apenas em esboço. Porque "entrou e saiu" da política. Porque rompeu com a aristocracia do seu partido. Porque apostou - por táctica ou por convicção - num pensamento de matriz liberal que não faz parte da tradição política nacional. Porque representa uma nova geração de políticos que só conheceram a democracia.

quinta-feira, junho 7

CASTELLERS













Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1353 - Graffiti.

Interrupção involuntária da coligação. CDS critica PSD sobre aborto



O PSD e o CDS não se entendem quanto à melhor forma de aplicar taxas moderadoras às mulheres que abortam e assumem que esta matéria fica fora do acordo de coligação. Os dois partidos, ao contrário do que é habitual, nem sequer conversaram sobre os projectos que estão a preparar isoladamente e, em última análise, as propostas poderão ser inviabilizadas por ausência de maioria.

quarta-feira, junho 6

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1352 - Street Art.

'Seremos defendidos se algo correr mal lá fora'

O primeiro-ministro e presidente do PSD considerou na terça-feira, num balanço do primeiro ano de governação, que Portugal tem cumprido o seu programa de assistência financeira e será defendido caso alguma coisa corra mal externamente.
«O resultado hoje é que temos cumprido. Até à data, temos cumprido. É bom. Se alguma coisa lá fora não correr bem, os nossos parceiros irão defender-nos, acreditam em nós. Também é bom», afirmou Pedro Passos Coelho, num hotel de Lisboa, durante uma conferência para assinalar a vitória do PSD nas legislativas de há um ano.

terça-feira, junho 5

A Lucidez Perigosa

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.


Clarice Lispector

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1351 - Graffiti.

PSD desce nas intenções de voto e esquerda volta a ser maioria



Se as eleições fossem hoje PSD e PS estariam praticamente empatados.
Segundo uma sondagem realizada pelo DN, JN, RTP e Antena 1 em conjunto com a Universidade Católica, o PSD desce nas intenções de voto, enquanto o PS mantém e os restantes partidos de esquerda sobem.

segunda-feira, junho 4

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1350 - Instantâneos do quotidiano.

Um peixe miúdo que Passos transformou no tubarão das privatizações



Homem da Goldman Sachs, a instituição que está em todo o lado, até na falsificação das contas públicas gregas, António Borges, o 13.o membro do governo, que Passos Coelho foi buscar para, imagine-se, vigiar as privatizações portuguesas, anda por aí muito indignado com os elevados salários dos portugueses. Despedido do FMI para a Europa por ser incompetente, como afirma Marc Roche, jornalista e autor de um livro sobre a Goldman Sachs, ganha 225 mil euros livres de impostos e mais uns milhares por ser o responsável pela venda de empresas do Estado.

domingo, junho 3

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1349 - Instantâneos do quotidiano.

Portugueses "libertam-se dos impostos" este domingo

Em média, os portugueses têm de trabalhar 155 dias este ano para pagar os seus impostos, mais cinco dias do que em 2011, estando entre os 10 países dos 27 Estados Membros da União Europeia (UE) que menos dias têm de trabalhar para cumprir as suas obrigações fiscais e celebrar, assim, o Dia da Libertação de Impostos (DLI), um conceito que tem sido explorado nos últimos anos.

Loureiro dos Santos: ministros passaram a ser "caixa de correio" de Vítor Gaspar


retirada do DN

Um ano de governo já permite ao general Loureiro dos Santos fazer a avaliação. O ex-ministro da Defesa dá nota dez (em 20) ao Governo e critica o apertado controlo e subordinação que o ministro das Finanças impôs.


sábado, junho 2

Uma Foto Por Dia


photo: rogério barroso. Foto nº 1348 - Bacelona.

Chefe das secretas garante que serviços não fizeram relatórios de Balsemão e Ricardo Costa

Júlio Pereira, o secretário-geral do SIRP – Serviços de Informação da República Portuguesa, garantiu aos deputados que os relatórios que vieram a público sobre o dono da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, e o director do Expresso, Ricardo Costa, não foram elaborados pelos serviços secretos.

sexta-feira, junho 1

Erro de Gaspar revela queda mais grave da receita fiscal


A queda da receita dos impostos sobre o consumo nos primeiros quatro meses do ano foi quase o dobro da divulgada há uma semana pelo Ministério das Finanças, indica um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), um orgão de assessoria dos deputados à Assembleia da República. A correcção do erro, admitida ontem pelo governo, oferece uma leitura mais negativa da trajectória de colapso dos impostos que valem 60% da receita fiscal e que são um risco cada vez maior para a meta de 4,5% do défice orçamental.