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sábado, julho 26

Autoridades suíças deram informações sobre Ricardo Salgado, diz DN

O Diário de Notícias revela este sábado que as autoridades suíças deram informações bancárias sobre Ricardo Salgado ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Segundo o jornal, estes novos dados permitiram à equipa que investiga o processo Monte Branco regressar ao caso do banqueiro e indiciá-lo pelos crimes de abuso de confiança, burla, falsificação e branqueamento de capitais.
Em 2012, Ricardo Salgado foi alvo de escutas e acabou por ser ouvido como testemunha do caso Monte Branco, mas nunca foi constituído arguido. Na altura, a Procuradoria Geral da República disse que o antigo presidente do BES não era suspeito e que não havia indícios para lhe imputar a prática de ilícito fiscal.
Na quarta-feira, um comunicado da PGR referia que as “diligências de investigação” tinham continuado, “designadamente com a obtenção de elementos de prova por via da cooperação judiciária internacional, tendo sido recolhidos novos indícios”. O DN revela agora que estes “novos indícios” levaram os investigadores a seguir o rasto de vários milhões de euros em contas de Salgado na Suíça.

sexta-feira, julho 25

Dirigente do PS sobre Ricardo Salgado: “E se ele conta o que sabe?”

O dirigente do PS Eurico Brilhante Dias comentou no Facebook a detenção de Ricardo Salgado, o ex-presidente executivo do Banco Espírito Santo (BES), lançando uma interrogação. “Quem sabe sabe e o Ricardo sabe. E se ele conta o que sabe? E o que saberá?”, questionou o porta-voz do secretariado nacional do Partido Socialista.
Eurico Dias prossegue: “22 anos é muito tempo. 30 anos depois das reprivatizações acomodadas com fundos comunitários. Estradas, casas e cimenteiras. Bancos e imobiliário. De Miami às Ilhas Caimão”.
O socialista aproveita este caso ainda para fazer uma ligação à luta interna no PS e a um dos slogans de campanha de António José Seguro, o da separação entre política e negócios. “E ainda duvidam da agenda de separação dos negócios e da política? Estamos à espera que o regime caia de podre? A seguir vem a fragmentação e depois a ingovernabilidade. E depois não sei; ou não me atrevo a dizer. É também por isso que era importante que Seguro ganhasse. Um pouco de meritocracia e da vitória do trabalho sobre a pequena questão pessoal é importante”, escreveu.
Os comentários não se fizeram esperar. Alguns questionaram o porquê de António José Seguro ter sido chamado à conversa, outros aproveitaram o facto de Eurico ter falado na “separação dos negócios e da política” para colocar algumas questões ao dirigente socialista, relacionadas com nomes dentro do PS que, no entender dos utilizadores, não respeitam essa separação. O nome comum a alguns comentários foi o de João Cordeiro, antigo presidente da Associação Nacional de Farmácias (deixou o cargo em 2013) e candidato à Câmara de Cascais nas eleições autárquicas de 2013.

domingo, outubro 21

MP suspeita de pressões a Passos nas privatizações

O Ministério Público pretende que uma conversa telefónica entre um banqueiro e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, seja incluída num processo sobre suspeitas de tráfico de influência relativo às privatizações levadas a cabo pelo Governo.