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sábado, abril 12

Vasco Lourenço. "No 25 de Abril não falhou nada. Os partidos é que falharam"


retirada do i

Em termos de 25 de Abril, propriamente dito, eu acho que não falhou nada. Os grandes objectivos do 25 de Abril foram cumpridos. Conseguimos a paz, com a resolução do problema colonial, a liberdade, a democracia e a justiça social. A aproximação entre os mais ricos e os mais pobres começou-se a fazer. Ganhou-se imenso na educação, na saúde, na segurança social. Ainda hoje vinha a ouvir na rádio a informação de que tínhamos, no 25 de Abril, 1% da população com cursos superiores, e hoje temos 15%. É uma diferença abissal. Isso foi o que o 25 de Abril permitiu...

quinta-feira, abril 10

Assunção Esteves. Se capitães exigem falar no plenário “o problema é deles”

A presidente da Assembleia da República afirmou hoje que convidou a Associação 25 de Abril para estar presente na sessão solene comemorativa da revolução, e que se os militares impõem a condição de falar "o problema é deles".

"Todos os anos há convite à associação 25 de Abril. Este ano houve novo convite, o resto não existe, não comento o que não existe", começou por dizer Assunção Esteves aos jornalistas.

Confrontada com a condição de usar da palavra imposta pelo presidente da Associação 25 de Abri, Vasco Lourenço, para que os militares de Abril estejam presentes na sessão solene, Assunção Esteves respondeu: "O problema é deles".

"Houve um convite para virem ao parlamento, só", frisou a presidente da Assembleia da República.
O presidente da Associação 25 de Abril afirmou na quinta-feira que aguarda resposta da presidente da Assembleia da República sobre a condição de usar a palavra na sessão solene do 25 de Abril, que impôs para os capitães participarem na cerimónia, de que estão ausentes há dois anos.

"A senhora presidente da Assembleia da República fez-me um convite telefonicamente, eu disse quais as condições em que nós iríamos, ela ficou de nos dizer alguma coisa, ainda não disse", afirmou Vasco Lourenço aos jornalistas, à margem da apresentação do livro de Manuel Alegre "País de Abril".

Questionado sobre as condições, o presidente da Associação 25 de Abril reiterou que se trata de os militares de Abril usarem da palavra na sessão solene no plenário da Assembleia da República.

quarta-feira, março 6

Vasco Lourenço diz que se houvesse condições já estaria a preparar outra revolução


Em dia de debate entre militares sobre o futuro das Forças Armadas, o presidente da Associação 25 de Abril diz ter a esperança de que "os portugueses sejam capazes de correr" com os membros do executivo. E argumenta que se houvesse condições já estaria a preparar uma nova revolução.

Por iniciativa de diversas entidades socioprofissionais, os militares decidem na tarde desta quarta-feira, no Pavilhão de Desportos de Almada, novas diligências e acções contra a política do Governo, que pretende cortar 218 milhões em dois anos, 40 milhões dos quais ainda este ano. Um dos moderadores da tarde será Vasco Lourenço, capitão de Abril que, horas antes do encontro, diz em declarações à TSF, que o país está a caminho do abismo. Lança também duras críticas aos membros do Governo, considerando que já se justificava derrubar o executivo de Passos Coelho.