A Torpe Sociedade onde Nasci
I
Ao ver um garotito esfarrapado
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.
II
Que feliz eu era então e que alegria...
Que loucura a brincar, santo delírio!...
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p'ra o martírio!
III
Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
A torpe sociedade onde nasci:
— De ser vítima humilde ou ser algoz...
IV
E agora é o acaso quem me guia.
Sem esperança, sem um fim, sem uma fé,
Sou tudo: mas não sou o que seria
Se o mundo fosse bom — como não é!
V
Tuberculoso!... Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo à morte...
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
Mostrando postagens com marcador António Aleixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador António Aleixo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, julho 8
segunda-feira, março 5
Que importa perder a vida
Que importa perder a vida
em luta contra a traição
se a Razão, mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?
António Aleixo
em luta contra a traição
se a Razão, mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?
António Aleixo
sábado, fevereiro 10
Nunca faças
Nunca faças propaganda
contra aquilo que não queres,
senão os da outra banda
compreendem o que preferes.
António Aleixo in "Este Livro Que Vos Deixo"
contra aquilo que não queres,
senão os da outra banda
compreendem o que preferes.
António Aleixo in "Este Livro Que Vos Deixo"
sábado, junho 24
O Livro
e, ao deixá-lo, a visão passa;
e ninguém segue o caminho
que a moral dos livros traça.
António Aleixo
Assinar:
Postagens (Atom)
