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segunda-feira, junho 11

Padrão do Salado


Photo: chico esperto. Padrão do Salado - Guimarães.
Ergue-se defronte da Igreja da Nossa Senhora da Oliveira. É um curioso templete, formado por um abrigo gótico, com quatro arcarias ogivadas que albergam um cruzeiro. Este, de calcário dourado e policromado, ostenta, de um lado, na cruz, Cristo crixificado e, no verso, a Virgem sob um baldaquino. Em plano inferior, no fuste da cruz, vêem-se quatro esculturas representando S.Vicente, S. Fiipe, S. Torcato e o Anjo da Gurda.
Tesouros Antigos de Portugal, edição de Selecções do Reader's Digest

sexta-feira, maio 4

Sé Velha de Coimbra - Coimbra

foto retirada daqui




Construída no reinado de D. Afonso Henriques, a Sé Velha é a única catedral românica portuguesa a sobreviver quase intacta até aos nossos dias. É um templo de três naves e cabeceira tripartida harmónica, que integra trifório amplamente decorado no segundo andar das naves e fachada principal compacta e ameada, evidenciando inequívoco carácter militar. A partir de 1218 iniciou-se a construção do claustro, o primeiro de estilo gótico no país. Ao longo dos séculos, o conjunto foi engrandecido, destacando-se o retábulo-mor flamejante (da viagem para o século XVI) e a Porta Especiosa, entrada monumental renascentista devido à mão de João de Ruão.


DN Grandes Monumentos Portugueses

sexta-feira, abril 20

Paláio Nacional d Belém - Lisboa



foto retirada daqui

Mandado construir por D. João V, para palácio de recreio, foi reedificado depois do Terramoto de 1755 pelo arquitecto João Frederico Ludovice e, mais tarde, por Mateus Vicente de Oliveira. No início do século XX, construiu-se um palacete anexo para receber os hóspedes estrangeiros, uma vez que, desde 1910, é Residência Oficial da Presidência da República. Edifício de feicção barroco e neoclássico, tem uma referência obrigatóri, os jardins, destcando-se algumas das salas do interior. O picadeiro foi trnsformado em Museu dos Coches Reais.

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domingo, abril 15

Basílica da Estrela – Lisboa

foto retirada daqui

A construção da Basílica da Estrela deve-se a um voto de D. Maria I, que prometeu edificar um convento para as Carmelitas Descalças, caso tivesse um filho varão. Em 1777, a rainha escolheu o local e designou o arquitecto Mateus Vicente de Oliveira para executar o projecto que foi objecto de algumas alterações pelo seu sucessor, Reinaldo Manuel.
Decorrente dos modelos de Mafra, a igreja é uma das melhores realizações do Barroco tardio, integrando também elementos neoclássicos. A estrutura monumental da fachada é da autoria de Machado de Castro e no interior conservam-se obras de pintura de Pompeo Berttoni.


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quinta-feira, abril 5

Palácio Nacional de Queluz – Sintra

foto retirada daqui
Considerado a mais elegante residência régia do País, o Palácio Nacional de Queluz começou por ser uma quinta de recreio nos arredores da capital. Depois do casamento do Infante D. Pedro com a futura D. Maria I transformou-se num local emblemático, palco das manifestações lúdicas e dos espectáculos que caracterizavam a corte. O conjunto respira uma linguagem festiva e rococó, que se deve ao arquitecto francês Jean Baptiste Robillion, sucessor de Mateus Vicente de Oliveira na direcção das obras. Este requinte é visível quer nos interiores, com uma decoração exuberante traduzida na tlha dourada, nos espelhos, nos marmoreados ou nos lustres de cristal, quer no exterior, onde se multiplicam os espaços de lazer.
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quarta-feira, abril 4

Elevador do Carmo – Lisboa

foto: chico esperto

Inaugurado em 1902, o Elevador do Carmo foi projectado pelo engenheiro Raul Mesnier de Ponsard para ligar as zonas da Baixa e do Rossio ao Largo do Carmo e a sua envolvente. Exemplar da denominada “arquitectura do ferro”, ostenta uma gramática decorativa neo-gótica e compõe-se de duas torres interligadas de quarenta e cinco metros de altura, no interior das quais e deslocam dois ascensores. O último dos seus sete andares comunica com o Largo do Carmo através de um passadiço e o topo funciona como miradouro privilegiado sobre a cidade.



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sábado, março 31

Solar de Mateus – Vila Real

foto retirda daqui



Considerada uma das mais importantes obras da arquitectura civil portuguesa de Setecentos, o Solar de Mateus tira partido de uma planta em U, dinamizada por pátios e escadarias. Não se sabe, ao certo, em que data começou a ser construído, mas é possível que, em 1743, se encontrasse em fase adiantada. A autoria do projecto tem vindo a ser atribuída total, ou parcialmente, a Nicolau Nasoni e representa o modelo acabado de solar barroco nortenho.
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sexta-feira, março 30

Igreja de Nossa Senhora da Graça – Santarém

foto retirada daqui


Iniciada em 1380, para albergar uma comunidade de monges agostinhos, a Igreja da Graça só foi concluída no século XV, revelando a influência do grandioso estaleiro do Mosteiro da Batalha, em particular no seu rendilhado portal principal e na rosácea que o acompanha. No interior destacam-se alguns monumentos funerários, como o túmulo de D. Pedro de Meneses, um dos melhores exemplares da tumularia quatrocentista, a sepultura rosa de Pedro Álvares Cabral, acompanha por inscrição que a identifica, e o túmulo renascentista de Pêro Rodrigues de Portocarreiro.
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quarta-feira, março 28

Palácio Nacional da Pena - Sintra

foto retirada daqui

Uma das expressões máximas do Romantismo do séc. XIX, este extraordinário monumento deve-se à iniciativa de D. Fernando II, que transformou as ruínas do antigo convento hieronimita que existia no topo da serra. O palácio começou a ser construído pouco depois de 1838 e é uma cenográfica peça de arquitectura neo-medieval, onde abundam elementos exóticos e referências eruditas, como a janela do Tritão. O conjunto foi residência de veraneio da família real e em seu redor plantou-se o parque de influência inglesa, com espécies arbóreas provenientes de diversos continentes.
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terça-feira, março 27

Gravuras Rupestres – Vale do Rio Côa

foto retirada daqui

Classificadas como Património Mundial pela UNESCO, em 1998, as gravuras rupestres do Vale do Côa são um dos testemunhos mais antigos da criação artística humana, datando genericamente do Paleolítico Superior [22000-10000 anos a. C.], mas prolongando-se os registos por períodos mis recentes, o que explica algumas sobreposições. Foram gravadas em superfícies verticais de xisto, preferencialmente voltadas a nascente, e os vários núcleos já identificados constituem um dos maiores e mais importantes núcleos da arte rupestre ao ar livre do mundo, abundando as representações de veados, auroques e cavalos.

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segunda-feira, março 26

Panteão Nacional – Lisboa

foto retirada daqui

As origens deste antigo convento remontam a 1598, mas só em 1615 os Beneditinos se fixaram no local. Deve-se a Baltazar Álvares e, depois, ao padre Pedro Quaresma e a João Turriano o traçado maneirista do conjunto. Em 1834, o edifício ficou afecto ao Palácio das Cortes e, a partir dessa data, registam-se várias intervenções, com o objectivo de adaptar o espaço às suas novas funções. Pela mão de Ventura Terra, o complexo adquiriu uma linguagem neoclássica, continuada em 1920 por Adolfo Marques da Silva. A monumental escadaria deve-se a Cristina da Silva e data de 1941.

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domingo, março 25

Túmulo de D. Pedro I – Alcobaça

foto retirado daqui

O túmulo de D. Pedro I é um dos monumentos de maior qualidade alcançada pela arte medieval em Portugal. Foi construído entre 1360 e 1362 e as múltiplas mensagens veiculadas pelo trabalho escultórico não podem dissociar-se do túmulo de D. Inês de Castro, obra saída das mãos dos mesmos artistas. Retratando D. Pedro em jacente de grande monumentalidade, as faces da arca são integralmente decoradas com cenas da vida de São Bartolomeu (patrono do monarca) e, nas faces menores, com uma alusão à Boa Morte e à Roda da Vida/Roda da Fortuna, onde se narra a atribulada história de amor de D. Pedro e D. Inês.
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sábado, março 24

Arco da Rua Augusta – Lisboa

retirado daqui

Planificado para coroar solenemente a rua mais importante da nova Lisboa pombalina, o Arco da Rua Augusta marca a ligação entre a Baixa e a grande praça real que se abriu fronteira ao Tejo, atrás da estátua equestre de D. José. A sua construção, bem como a de todo o conjunto de edifícios anexos, arrastou-se até 1873 e o produto final, da autoria de Veríssimo José da Costa, alterou a ideia original de Eugénio dos Santos, resultando numa estrutura monumental de gosto eclético, coroada pelo grupo escultórico de António Colmeis e Vítor Bastos.

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segunda-feira, março 19

Palace Hotel do Buçaco – Buçaco

retirado daqui

Edificação neomanuelina, o hotel foi construído entre 1888, ano da aprovação do projecto de Luigi Manini, e 1907. A história deste local é, no entanto, muito anterior, remontando a 1628-30, período em que teve início a construção do único “deserto” carmelita existente em Portugal, e do qual apenas a igreja foi conservada e integrada no projecto oitocentista. Desta obra de arte total faziam parte a mata bem como todas as construções associadas, destacando-se as ermidas e as capelas da Via Crucis, que representam as estações da Paixão.


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domingo, março 18

Palácio da Regalaeira - Sintra


retirado daqui
A Quinta da Regaleira é o resultado da visão muito particular de António Carvalho Monteiro, proprietário entre 1892 e 1921. A concepção do palácio e do parque resulta da conjugação do seu gosto com o projecto do arquitecto Luigi Manini. Os jardins exóticos da quinta integram percursos de teor iniciático, com referentes mitológicos, uma gruta artificial e um impressionante poço espiralado. Estas soluções obedeceram a um imenso acervo iconográfico pontuado pela simbólica templária e maçónica, e onde a evocação da História de Portugal é completada pela simbólica nacionalista dos estilos arquitectónicos revivalistas, sempre numa linha orientadora de cariz esotérico.
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sábado, março 17

Ruínas de Conímbriga – Coimbra

foto retirada de: santavitoria.no.sapo.pt/images/Ruinas2.jpg
A primeira ocupação humana de Conímbriga remonta à Proto-História, mas a chegada dos romanos, pelos meados do século I d. C., rapidamente conferiu ao aglomerado o estatuto de cidade. A área escavada é ainda reduzida, tendo em conta a totalidade do perímetro urbano, mas são já conhecidos alguns edifícios fundamentais, como o Anfiteatro, a Casa de Contaber, o Fórum e uma grande área termal no sector meridional. No século IV, a cidade foi drasticamente reduzida com a construção de uma muralha, o que determinou o abandono de algumas estruturas romanas. O Museu foi criado em 1962 e alberga uma colecção inteiramente composta por materiais provenientes das escavações já realizadas.
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quinta-feira, dezembro 21

Aqueduto das Água Livres - Lisboa



retirado daqui

O Aqueduto das Águas Livres, que pela sua grandiosidade marca a paisagem da zona ocidental de Lisboa, foi mandado construir por D. João V, segundo o projecto de Manuel da Maia. Estende-se por um total de 14 quilómetros, desde a nascente principal até à Mãe de Água das Amoreiras [reservatório desenhado por Carlos Mardel], mas a rede de captação e de condução de água é bem mais vasta. A partir de 1748 passou a abastecer diversos chafarizes da capital, continuando as obras até ao século XIX. Sobre o vale de Alcântara edificou-se a parcela mais monumental, um conjunto de 35 arcos da autoria de Custódio Vieira, entre as quais se destaca o arco de pedra de maior vão do mundo.

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terça-feira, dezembro 19

Castelo de Leiria



retirado daqui

Pouco resta do primitivo castelo de Leiria, construído ainda no século XII. Com D. Dinis edificou-se a actual torre de menagem e, no reinado de D. João I, deu-se forma ao paço que caracteriza o conjunto monumental e a própria cidade. Com quatro pisos, os dois superiores são residenciais e, na face voltada ao aglomerado urbano, existe uma ampla loggia panorâmica, que comunicava com a aula régia e duas dependências privadas nos extremos, para além da capela palatina, hoje arruinada igreja de Nossa Senhora da Pena. O castelo foi mantido como ruína fingida no século XIX, através de projecto de Ernesto Korrodi.

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domingo, dezembro 17

Convento de Cristo - Tomar


retirado daqui
Lugar mítico dos cavaleiros templários, o Convento de Cristo é um conjunto que evidencia várias épocas de construção. Da primitiva fundação de D. Gualdim Pais resta parte do castelo e a Charola românica, templo singular na arquitectura medieval portuguesa por se organizar volumetricamente a partir de uma planta octogonal. No século XV construíram-se os dois claustros góticos, mas foi no período manuelino que o convento adquiriu maior carga simbólica, com o portal principal da igreja e a famosa janela da Sala do Capítulo, que simboliza a arte ao tempo de D. Manuel. Ainda do século XVI é o Claustro de D. João III, obra maneirista de monumentalidade invulgar no contexto nacional.

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domingo, dezembro 10

Castelo de Óbidos

foto retirada daqui
Doado às rainhas portuguesas em 1210, a vila de Óbidos permanece no imaginário colectivo como um aglomerado urbano vincadamente medieval. O castelo foi construído ao longo dos séculos XIII e XIV, embora o seu aspecto actual corresponda a um extenso processo inventivo verificado nos restauros do século XX. O perímetro amuralhado organiza-se em dois espaços fundamentais: a alcáçova, onde séculos mais tarde se instalou a pousada, e a vila, caracterizada por ruas sinuosas e apertadas, de que se realça a Rua Direita, artéria que coloca em comunicação a castelo e a Porta da Vila.

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