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quinta-feira, maio 23

Jorge Sampaio admitiu à Antena 1 que a realização de eleições antecipadas foi tema de conversa no Conselho de Estado.


O antigo Presidente da República considera que a realização de eleições antecipadas não deve ser vista como um drama porque a consulta popular é uma das soluções em democracia.


Em entrevista à Antena1, Jorge Sampaio desdramatiza a eventual antecipação de eleições legislativas. "Não acho que seja uma coisa mortal. O problema é de oportunidade e qual é a oportunidade que se escolhe para isso. Há quem diga que este momento seria muito negativo. Eu penso que nenhum momento destes é negativo, mas obviamente que há razões de oportunidade. É melhor aqui do que ali", admite.

Sampaio liderou revolta no Conselho de Estado



Jorge Sampaio foi o líder da “revolta” que opôs uma parte do Conselho de Estado ao Presidente da República a propósito do comunicado final. Quando Sampaio percebeu que Cavaco Silva tinha um texto pronto que não correspondia ao que, de facto, se tinha passado durante a reunião, protestou com alguma fúria perante o seu sucessor no cargo.
Ao lado de Jorge Sampaio, estiveram Manuel Alegre e António José Seguro, secretário-geral do PS. Ao que o i apurou, o antecessor de Cavaco na cadeira principal do Conselho de Estado levantou a voz contra o seu sucessor: não era aceitável que um comunicado final não reproduzisse minimamente o que se tinha passado na reunião. Como o i já ontem noticiou, Cavaco Silva foi obrigado a modificar o texto, mas invocou a sua prerrogativa legal para se cingir, no comunicado final, ao assunto que estava na agenda do Conselho de Estado – a discussão do pós-troika.

sexta-feira, junho 1

"Cidadãos começam a ficar dominados pelo medo", considera Jorge Sampaio



O alto representante do secretário-geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio, disse à Lusa que o "medo, desconfiança e ressentimentos" provocados pela crise são uma "mistura explosiva" que é preciso resolver.