... segundo ano consecutivo que passo sem sentir o cheiro dos cravos na rua. no entanto, guardo nas minhas recordações de infância o som do gira-discos pelas diversas manhãs do 25 de Abril a ouvir a voz de Zeca Afonso... Lembro-me ainda hoje, da cara de contentamento do meu pai nestes dias... o sentimento de justiça e de liberdade, mesmo que não passe mais que um esboço da realidade, que nunca esmorece com o tempo. O móvel na entrada tem sempre uma jarra de cravos vermelhos que a minha mãe coloca religiosamente nesta data... na minha casa a noção de liberdade sempre foi ponto acente e neste dia apenas vivemos a memória do contentamento do dia que se cortaram amarras... Agradeço, sempre, aos meus pais por me terem feito viver este dia como um dia especial, diferente dos outros, porque realmente é bom sempre poder dizer aquilo que penso... ser quem quero ser... e só a mim e aos meus levar a sério... não ter medo de pensar... sermos apenas nós com as nossas angústias e sem ninguem a tentar inebriar as nossas acções... Tenho pena que o meu país esteja a viver uma política de direita, em que os verdadeiros problemas não são resolvidos... em que certos cantos do portugal rural se passe fome e analfabetismo... gostava que as coisas melhorassem... gostava de sentir o tom contestatário na voz das pessoas e rever nelas a mudança...
beijo pai e mãe por me terem sempre ensinado que 25 de Abril pode ser sempre!!! seja este sempre quando for... desde que esteja em nós!!
... segundo ano consecutivo que passo sem sentir o cheiro dos cravos na rua. no entanto, guardo nas minhas recordações de infância o som do gira-discos pelas diversas manhãs do 25 de Abril a ouvir a voz de Zeca Afonso... Lembro-me ainda hoje, da cara de contentamento do meu pai nestes dias... o sentimento de justiça e de liberdade, mesmo que não passe mais que um esboço da realidade, que nunca esmorece com o tempo. O móvel na entrada tem sempre uma jarra de cravos vermelhos que a minha mãe coloca religiosamente nesta data... na minha casa a noção de liberdade sempre foi ponto acente e neste dia apenas vivemos a memória do contentamento do dia que se cortaram amarras... Agradeço, sempre, aos meus pais por me terem feito viver este dia como um dia especial, diferente dos outros, porque realmente é bom sempre poder dizer aquilo que penso... ser quem quero ser... e só a mim e aos meus levar a sério... não ter medo de pensar... sermos apenas nós com as nossas angústias e sem ninguem a tentar inebriar as nossas acções...
ResponderExcluirTenho pena que o meu país esteja a viver uma política de direita, em que os verdadeiros problemas não são resolvidos... em que certos cantos do portugal rural se passe fome e analfabetismo... gostava que as coisas melhorassem... gostava de sentir o tom contestatário na voz das pessoas e rever nelas a mudança...
beijo pai e mãe por me terem sempre ensinado que 25 de Abril pode ser sempre!!! seja este sempre quando for... desde que esteja em nós!!
SEMPRE... é a palavra certa!
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