Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Belo poema sem dúvida. Há quem diga q fala com o mar e o mar fala com eles...
ResponderExcluir... apresentaste-me o mar em tenra idade. ainda quando não conhecia nem entendia a sua sublimidade, era me estranha a sua grandeza. talvez por nos estar no sangue, não sei. tomo-o como meu, a saber no entanto que é de todos. mas quando se ama sabe-se conceder, quando se aprende a amar sabe-se ceder. ensinaste-me a ouvir o seu silêncio...
ResponderExcluirensinaste-me a saber escutá-lo... é no seu silêncio que me perco e me refugio... é nele, é de certa maneira a ti, pai, que confidencio... é nesse fim, nessa sublime finitude que me perco e me encontro e me volto a perder. é no seu horizonte que me dou ao prazer de crer... é a perder-me nele que cedo a acreditar em algo, nos homens, na humanidade, no silêncio da humildade e da sublimidade... é o meu espaço interior... um deles, o que tu me apresentaste! obrigado! obrigado por me teres ensinado a ver a sua «intimidade», a secretar a mim, a ti, os meus segredos e sonhos!